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Shawinigan, Quebec, Canada

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Reta Final


Uma balança 
(Por Lenna)


Saudade e realização. Provação e experiência. Obstáculos e fortalecimento.
Esses cinco meses foram intensos , produtivos, cheios de novidades e uma fase importante de minha vida, pela qual sou grata a todos que nos apoiaram, de perto e de longe. Foi um grande exemplo de que fazer escolhas nem sempre é fácil. Conhecer uma nova cultura, um novo idioma e pessoas novas, significou abrir mão de conviver com aqueles que amo, abrir mão da minha zona de conforto e arriscar. Poderia dar tudo errado. Mas eu  só sabería se tentássemos.

Enquanto estive aqui, aprendi ainda mais o valor de uma verdadeira amizade, porque quando a gente não tem, entende o quanto faz falta. O engraçado foi retomar várias antigas amizades através da internet. Talvez isso não acontecesse se eu não ficasse horas na internet, que é por onde eu consigo estar próxima de todos.

Aprendi um novo idioma, aprendi a correr. Aprendi a cortar a grama e a fazer biscoitos de amendoim. Aprendi que odeio frio e pimentão. Aprendi a usar lavadora e secadora. Aprendi que ser paciente não é tão difícil. Aprendi a fazer marshmallow na fogueira e a remar no lago. Aprendi muito mais sobre mim.

Chego à conclusão de que a vida é simples e complicada. E que pra ser feliz, é fundamental ousar, mudar, experimentar e, acima de tudo, não desperdiçar nenhuma oportunidade de demonstrar seu carinho, sua gratidão, sua solidariedade, seu amor ao próximo, (principalmente, os mais próximos) e ao mundo.  Simples e complicado.

Daqui a 28 dias, estaremos novamente ao lado de tudo aquilo que resolvemos abrir mão por 6 meses. Teremos uma nova perspectiva profissional, novos objetivos, como se a vida se renovasse e nos mostrasse mais um degrau, mais uma via, rumo ao crescimento.

A saudade é muito forte. Mas cada segundo valeu a pena. E saber que logo estaria de volta, foi a força que eu precisava para equilibrar a balança.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Treinos para a Maratona de Montreal

Terrebonne, assim como toda a província de Quebec, é muito bem estruturada para ciclistas e corredores. Por toda cidade, há ciclovias ou parques com trilhas, onde é possível realizar bons treinos. Além disso, os motoristas respeitam e "dividem" (mesmo que obrigatoriamente) o espaço urbano com os esportistas.



É possível cruzar vários bairros, através das ciclovias, passando pelo meio de matas preservadas, rios, condomínios e é visível a preservação e a preocupação com a ordem e a limpeza das vias. Ainda pode-se escolher entre trilhas mais planas ou trilhas com um nível maior de dificuldade, de acordo com o treino que se deseja realizar.





O horário que temos treinado para a maratona de Montreal, que vai acontecer em 25/09/2011, é sempre depois das 16h, quando o sol não está muito forte e quando os insetos ainda não saíram de "suas casas". Depois das 18h, a pista da floresta é invadida por abelhas e todo tipo de insetos que gostam de zumbir no seu ouvido ou explorar seu esôfago...
Uma coisa legal de correr dentro da floresta é que frequentemente, vemos pessoas colhendo morangos e amoras silvestres. O clima é bem mais fresco e sempre temos companhia de esquilos.

Aqui em Terrebonne, existe um costume que não é comum no Rio: quando corremos na orla da Barra ou em volta da Lagoa, não cumprimentamos os demais corredores, certo? Óbvio, são muitos corredores e não conhecemos todos para cumprimetá-los, um por um.  Aqui, todos se cumprimentam. É raro cruzar com outro corredor na pista e não acenar com a mão ou com a cabeça, ou dizer "bom dia"... mesmo que ninguém se conheça. Com o tempo, entendemos a dinâmica das pistas.

Uma noite, resolvemos correr pela parte "urbana" da ciclovia, pois já era um pouco tarde para ir até a floresta e fomos surpreendidos por um grupo de adolescentes, de carro, que resolveram dar uma de brasileiros e deram um belo grito quando passaram do nosso lado, com o único objetivo de nos assustar e tirar uma onda com a nossa cara. Enfim, no Canadá também tem presepeiro. Nosso reflexo foi chingar com veemência (em português, ele não entenderam nada) e depois caímos na gargalhada.
Os treinos têm trazido boas experiências, além de uma qualidade de vida que não poderíamos deixar de aproveitar. Agora, é contagem regressiva para o desafio.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Old Quebec

Finalmente,  Quebec City!


Ficamos em um hotel localizado na rua Grande Allée Est. Essa rua é um ponto de referência muito bom para quem não conhece a cidade e deseja explorar a pé, exatamente o que fizemos.

Descendo essa rua, chegamos ao Palácio da Justiça, que é uma das obras arquitetônicas muito visitadas em Quebec. Descendo à esquerda desse palácio, encontramos uma encantadora viela com as paredes tomadas de gravuras, pinturas a óleo, fotografias, desenhos... tudo em referência à cidade. Os preços variam de $20,00  a $300,00, depende da obra. Compramos uma obra linda, com uma casinha de campo e a Aurora Boreau, que em breve estará em exposição por um preço simbólico. Rs

Descendo à direita, é possível avistar o Chateau Frontenac, um castelo cartão postal da região, sob o qual estão baseados os velhos canhões da cidade, também muito visitados e de onde pode-se admirar a linda paisagem de cima. Desse mirante, é possível avistar o Velho Porto e as ruazinhas cheias de bares, lojinhas e galerias de arte. 


Descemos até lá e encontramos uma parede muito famosa, que já tínhamos visto em fotos da cidade, com uma pintuta gigante que homenageia grandes figurões de Quebec, como navegadores, religiosos, políticos etc. A pintura também pode ser vista de cima, onde ficam os canhões, mas o divertido é tirar foto como se você fizesse parte da pintura. Todo mundo faz isso!!!!


Ainda vale dar uma passada no Velho Porto para belas fotos e para conhecer as excurções oferecidas no local, como passeios de barco para ver baleias (esse, nós pulamos).


Voltando pela mesma rua Grande Allée Est, cruzamos o prédio do Parlamento, com obras de arte lindíssimas e um paisagismo absurdamente colorido e de bom gosto. Aliás, toda a cidade, cada janela, cada sacada, cada esquina é infestada de toda variedade de flores nessa época do ano.
Passando do Parlamento, chegamos na parte "noturna" da Velha Quebec, que não é lá uma Lapa, mas oferece muitas opções de bares e restaurantes, todos conservando o estilo antigo das contruções; até mesmo os mais moderninhos como McDonald's e Starbucks mantiveram o padrão arcaico dos prédios.
No dia seguinte, visitamos o velho Forte, onde ficam os famosos soldados que não se mexem e de onde tivemos a melhor vista da cidade.

Para quem não é muito fã de museus tradicionais como nós, dois dias são suficientes para conhecer a cidade. Mas quem pretende visitar os prédios históricos e os museus, é bom reservar mais alguns dias.


domingo, 21 de agosto de 2011

Festival de Balões



O festival de balões é um evento que acontece no Parc Pierre Trahan, tem diversas atividades para crianças, shows de música, performances artísticas, em um grande complexo, cercado de barraquinhas de comidas e bebidas, além de um parque de diversões. Ao lado do complexo, em um gramado enorme, chegam dezenas de caminhões que levam os balões das mais variadas cores e formatos.

A atração principal é a decolagem dos balões, que ocorre duas vezes ao dia, sempre dependendo das condições do vento, do clima e da decisão dos pilotos. Centenas de pessoas cercam o campo de decolagem e acenam para cada balão que sobe, gritam, desejam "bom vôo", como se todos se conhecessem. Os balões sobem a gosto do vento e o céu é tomado por um colorido inesquecível.

Nós resolvemos contratar um passeio em um dos balões e, por azar ou por sorte, nosso piloto resolveu não voar, alegando que as condições de vento não eram muito favoráveis, embora a organização do evento tenha liberado as decolagens. Senhor grizalho, demonstrando bastante experiência, nos explicou, num inglês carregado, que já teve uma péssima experiência ao decolar com o mesmo friozinho no estômago que estava sentindo naquele momento e não iría repetir a experiência. Mas naquele momento, já havia mais de 20 balões no céu e fomos tomados por um sentimento de frustração, apesar de sabermos que ele estava sendo cuidadoso e seguindo sua intuição (ou seu estômago).

Resolvemos recorrer à organização do evento e solicitarmos um outro piloto, já que em meio a tantos pilotos, parece que só o nosso decidiu não arriscar. Já estávamos no limite das decolagens, que têm um horário máximo permitido, por conta do por do sol. Então, um dos organizadores, nos levou em um carrinho elétrico, em uma busca contra o tempo, por um balão onde ainda houvesse espaço para dois passageiros (cada um leva no máximo 6 pessoas). Percorremos o campo todo, todos os balões já estavam com a lotação completa e chegamos a avistar um subindo com somente um passageiro, mas já estava há 10 metros do chão... até que... lá estava o número 22, sendo inflado... era a última opção, já estávamos desiludidos... MAS O 22 SÓ TINHA UM PASSAGEIRO!!! Assinamos os termos de responsabilidade às pressas e lá fomos nós.

A subida de um balão é muito mansa e muito rápida. Lá de cima, só se ouve o barulho do gás impulsionando gradativamente a cesta, cada vez mais alto. Pegamos um por do sol lindo, sobrevoamos plantações de soja, milho, maçãs, abóboras e o vôo durou 35  minutos.
O piloto era divertidísso e quando sobrevoávamos as casas das redondezas, as pessoas acenavam lá de baixo, as crianças corriam para gritar "Bon Voyage!!!" e acompanhavam nosso trajeto, enquanto o piloto cumprimentava todos como se fossem de sua família, pedindo licença para atravessar sobre algumas residências.

Devido às condições climáticas não muito favoráveis, o vôo foi rasante, durante algum tempo. Em muitos momentos, passávamos muito rente ao topo árvores mais altas, provocando choque do cesto com os galhos. Na primeira vez que isso aconteceu, ficamos apreensivos, mas como o cesto nem balançou, relaxamos e aproveitamos o visual.

A aterrissagem foi o único momento tenso, pois a cesta bate no chão algumas vezes antes de estabilizar e todos os passageiros precisam cooperar nesse momento. Mas o piloto passou muita tranquilidade e descemos num campo de uma fazenda cujo dono (assim como todos na região) está acostumado a receber os baloeiros em troca de algum mimo ou pagamento em dinheiro. Esses "mimos" fazem com que todos os fazendeiros da região esperem ansiosamente pelo festival de balões!

Quando achávamos que o passeio havia acabado, percebemos que estávamos um pouco enganados. Naquele "campo de pouso", a família do piloto já nos esperava para recolher o balão e nos levar de volta ao parque. Mas o recolhimento do balão é um show a parte. Um exercício de trabalho em equipe e bom humor, principalmente quando o genro do baloeiro põe-se a rolar sobre a lona, para tirar todo o ar,  facilitando a dobragem. Depois de ajudarmos a guardar o balão, em meio a mosquitos gigantes e à escuridão que se aproximava, entramos na van e seguimos rumo ao ponto de partida porém, uma parada no meio do caminho  para O BATISMO.

O piloto e sua familia montaram uma mesa de pique-nique, abriram um espumante de maçã, sem álcool, fabricado na região e nos brindaram pelo nosso primeiro vôo de balão . Foi a presepada mais inesquecível e divertida da qual já participamos, com direito a corôa de mato e pingadinha de espumante na testa...

No caminho para o parque, conversamos um pouco com a família, super falante e brincalhona, parecia um monte de brasileiros. Os baloeiros geralmente trabalham em família e o clima é de uma fraternidade gratificante. Nesses momentos, a gente agradece por estar nesse planeta, na forma de ser humano.

Chegamos no parque atrasados para a apresentação noturna dos balões que não sobem, apenas são acesos para exposição e o visual no campo com tantos balões acesos é incrível, mas com o vento atrapalhando, a apresentação foi suspensa e os balões recolhidos.

Com isso, fechamos a noite assistindo um pedacinho do show que estava acontecendo, de um artista local, e podemos dizer que foi mais uma experiência inesquecível, não só pelo passeio e pelo evento, mas pelas pessoas que conhecemos, e que nos mostraram como o trabalho e a cooperação em família podem ser agradáveis.

Fica nosso agradecimento ao piloto Daniel Davignon e sua família, e também, mais uma vez à querida Ana Mayerhofer pela dica do evento.




terça-feira, 9 de agosto de 2011

Antes e Depois

No Brasil, não temos estações muito bem definidas, ou seja, uma paisagem  permanece praticamente a mesma durante todo o ano.
Aqui no Canadá, a mudança das estações altera drasticamente a paisagem e temos comparado fotos de alguns locais, quando chegamos (final de inverno) e agora (auge do verão).

Começando pela entrada da casa,  quando o gramado ainda estava parcialmente coberto de gelo e as árvores secas. Agora, a grama está verdinha e as árvores carregadas de vida. 

ANTES
DEPOIS







  


 





O mesmo aconteceu com a paisagem em Nicolet, onde só se via cinza e árvores fantasmas, agora  a grama precisa ser aparada de 15 em 15 dias para não virar um matagal.
DEPOIS

ANTES












ANTES
DEPOIS
Nos lagos, onde era possível pescar dentro do gelo e fazer bonecos de neve, agora são belas piscinas naturais, convidando para um mergulho.






Montreal vista de cima era um cenário cinzento e, mesmo sob sol e céu limpo, a vegetação ainda mostrava os sinais do inverno rigoroso que se passara. Meses depois, parecia que estávamos em outro lugar.
ANTES
DEPOIS











ANTES
DEPOIS
E o que dizer da piscina? Quando chegamos, estava servindo de pista de patinação e refrigerador natural.
Agora, olha como está...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Parque Omega

O Parque Omega é um desses parques que você entra de carro e circula no meio do habitat natural dos animais. Há várias áreas para caminhada também, mas os animais mais "badalados" só podem ser visitados de dentro do carro.
A área do parque é enorme e caminhando já se encontram vários veados em busca de cenoura (que é vendida em sacos, por dois dólares no parque). Eles estão tão acostumados com gente que quando vêem pessoas se aproximando, olham logo pras mãos dos visitantes, em busca de rango. Alguns até entram na frente dos carros para mostrar que querem ganhar agrados dos turistas.
Como todo bom parque canadense, não poderia faltar um belo e majestoso lago, cercado de muito verde. Mas neste, também há trutas que se dão muito bem com gente, já que a ração fica a venda por vinte e cinco centavos, cada punhado, e a margem do lago fica cheia de pessoas tacando comida para os peixes.

De carro, vimos enormes veados e renas, com galhos gigantescos e imponentes. O que eles têm de grandes, têm de assustados. Os filhotes são mais ariscos, mas com paciência eles acabam vindo comer na nossa mão. Experiência interessante lidar com esses bichos, já que no Brasil, não vemos esses animais nem em zoológicos.
Na área onde é autorizado alimentar os animais, ainda cruzamos com javalis, porcos, patos selvages, cervos e íbex (aquele bicho símbolo do sígno de capricórnio, super enfezado, diga-se de passagem). Esse último queria briga com o carro e tivemos que acelerar pra salvar a lataria.
Dentro do parque, há uma fazenda, onde é possível chegar, alugando um daqueles carrinhos de golf, por vinte dólares a hora. Alguns dos animais de fazenda também são comuns no Brasil, mas adoramos esse contato. Eles tem touros gigantes e lhamas que também são doidas por cenouras. Há um cercado, onde as crianças podem tocar as ovelhas e claro que nós entramos lá... Ainda há um galpão com cabras, bodes, bezerros, perus, galinhas, cavalos, burros... enfim, fazenda pra ninguém botar defeito.
A casa original de madeira foi conservada e todos os móveis também são feitos de madeira, o fogão é a lenha e há uma grande maquete mostrando como fica a paisagem da fazenda, de acordo com cada estação do ano. Aqui as estações são visivelmente diferentes na natureza, o que não acontece no Brasil.

Voltando de carro, passamos pelo campo onde ficam os búfalos, que não podem ser alimentados por motivo de segurança. Passando dos búfalos, cruzamos com raposas, lobos e coiotes. Dá vontade de levar um pra casa porque parecem cachorrinhos de estimação.

No final, o mais esperado do dia: ursos. Como passar uma temporada no Canadá e não ver um ursinho sequer??? Bom, eles são enormes e desengonçados. Não dão muito ibope pro público, até que alguém resolva ignorar as regras e jogue algum petisco. O show é garantido. Vimos muitos ursos ainda trocando o pelo de inverno para o de verão, dá a impressão de que eles têm um cobertor marrom nas costas.

Claro que em um bom parque não pode faltar a lojinha de souvenirs, onde passamos algum tempo escolhendo quem merece ganhar lembrancinhas.

Antes de voltarmos para casa, passamos pelo Chateau Montebello, para um cafezinho. Esse hotel é magnificamente todo construído em madeira, assim como todos os móveis e decoração. O complexo fica de frente para um rio, onde há uma marina e a paisagem é deslumbrante.

Dia maravilhoso.
Fica nosso agradecimento aos queridíssimos Johann e Ana Mayerhofer pelo passeio e pela paciência com o nosso inglês atrapalhado.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sobre parques

Uma de nossas maiores felicidades é estar perto de natureza e por aqui, a quantidade de áreas preservadas é convidativa. Estamos cercados de belos parques naturais, com muitos lagos e bichos que não vemos no Brasil, como esquilos, patos selvagens e guaxinins. Pra quem adora bicho e verde, um prato cheio.

Além de estudar, o que mais temos feito tem sido conhecer esses parques e fazer exercícios pelas pistas e ciclovias que levam a bosques e cenários dignos de filmes hollywodianos.

O Parc-du-Rois (Parque dos Reis) foi o primeiro que conhecemos e o mais próximo de onde moramos. O acesso é através da ciclovia que começa na rua e entra bosque a dentro. Há muito desnível de pista, bom pra botar dificuldade na corrida e é possível ouvir o riozinho que corre entre as árvores. Quando chegamos, estava repleto de neve e a paisagem era desoladora e calma. Agora, está cheio de cores e muito movimentado.

Se seguirmos a ciclovia até o final, entramos na Trans Terrebonne, uma pista dentro de um bosque maior, que cruza a auto-estrada e passa por um condomínio de mansões. A pista ainda atravessa um campo imenso de mato alto e passa num lago, cheio de pato, até chegar num bebedouro natural. Ainda não passamos desse ponto, onde já se alcançam 11km de corrida, por termos que voltar pelo mesmo trajeto, ou seja, mais 11km. Nesse local, o Daniel está treinando para a maratona de Montreal, então é provável que ainda descubramos o que há depois do bebedouro...
Há 6km de onde estamos, ainda tem o Parc-du-Souvenir (Parque da Lembrança), onde há uma ponte sobre uma represa que deixa a paisagem com cara de cinema e protege um tipo de peixe que só existe em poucos lagos do Quebec. Pessoas pescam por lá, além de ser outro bom local para corrida e bicicleta. Nesse parque não é permitida a entrada de cães. Há uma sorveteria e espaço para shows de música que podem ser apreciados gratuitamente. Quando fomos, havia uma exposição de fotografias sobre "As coisas boas de Terrebonne", bem interessante. A biblioteca pública também fica nesse parque.

Conhecemos também o Parc Lafontaine (Parque a Fonte), que fica no centro de Montreal. Esse é um pouco mais urbano. As pessoas pintam paisagens, levam instrumentos e se agrupam pra ouvir música ou levam o próprio rádio e fazem performances tipo break americano com patins, penduram sua rede na árvore pra tirar uma soneca depois de comer o seu pique-nique... Mais comum mesmo, é gente lendo numa sombrinha ou pegando um solzinho com seu cachorro. Esse parque tem uma área reservada para os cães poderem brincar. Reparamos que também há uma área frequentada especificamente pelo público gay. O parque é cercado pelo comércio, albergues, hotéis e é frequentado por todo tipo de figura. Gente pobre, gente rica, com ou sem criança, com ou sem roupa (praia de canadense é parque), relaxando ou se exercitando... bem democrático.

Para quem  quer apreciar a cidade de cima, o Parc Mont-royal tem um mirante lindo, de onde pode-se ver o Estádio Olímpico de Montreal e as pontas das igrejas, que têm uma arquitetura muito bonita, além do por do sol e dos guaxinins que brincam com os visitantes (já publicamos um vídeo dessas figurinhas).

Ainda temos várias dicas de quem mora aqui, dos parques que ainda não visitamos, como Sainte-Anne-de-Bellevve, Vieux Terrebonne, Centre de la Nature ... Tomara que dê tempo!!!




quarta-feira, 6 de julho de 2011

Festival Internacional de Jazz

Apesar do público chegar a 25 mil pessoas e não haver muitos banheiros químicos espalhados pelas ruas, não se vê nem sinal de "mijões" pelos cantos. Claro que você, brasileiro, morador do Rio, vai argumentar que não se pode comparar a organização de um festival de jazz em Montreal à organização de um bloco de carnaval no Rio. E obviamente, nós, brasileiros, moradores do Rio, vamos concordar que falta estrutura pra suportar carnaval no Rio sim e que a prefeitura é a maior responsável por isso. Mas, raciocina, pensa nesse cenário: 
  • 25 MIL pessoas.
  • Bebendo. 
  • Na rua. 
  • Se divertindo. 
  • Sem banheiro suficiente. 
E aí? Estamos falando de bloco no Rio ou festival em Montreal? 
O cenário vale para os dois eventos, não é mesmo? A educação poderia valer também...
Claro que há várias questões envolvendo esse tema como educação, política, diferenças culturais e inúmeras discussões que não valem entrarmos no mérito. Mas uma coisa é fato: cada indivíduo, cada cidadão é responsável pela sua atitude, não o governo.

Sobre o festival...

Podemos dizer que a educação do povo por aqui é inversamente proporcional à empolgação com os shows. Tudo bem que jazz é um estilo pra se ouvir, contemplando, sem muito "uhu!!"... mas há diversos grupos que tocaram aqui e levantariam poeira se a apresentação fosse para um público brasileiro. Por aqui, o máximo que se pode esperar são aplausos tímidos e um respeito muito grande pelos músicos. Parece que o público tem medo de atrapalhar a banda... 

O esquema de segurança é muito interessante. Onde as ruas são interditadas, seguranças "revistam" as pessoas que acessam o complexo de shows para evitar entrada de armas, drogas e bebidas, já que a venda de bebidas é um dos fundos que sustentam o festival, que é gratuito. Também não é permitido sair do perímetro do evento consumindo bebida alcoólica, mas aí por conta da legislação do Quebéc.

Falando das performances, vimos um pouquinho de tudo. Os grupos que se apresentam são muito variados e tocam desde o mais genuíno jazz até um rock and roll meio country, com direito a bota e chapel de cowboy, passando por ritmos latinos, africanos e indianos. Pelos palcos secundários, vimos conjunto improvisando música para trilha de filme de suspense, conjunto tocando acústico com instrumentos meio barrocos, performances de acrobata, flautista dando uma de encantador de ratos, e todo tipo de gente assistindo. 

Tivemos a alegria de conhecer o show da Susie Arioli. Não ficamos para ver o show inteiro, mas já valeu ter conhecido um pouco do seu repertório. E nada de "Uhu!" no fim do video, apenas aplausos. :)

http://www.youtube.com/watch?v=ssxZJi92i_k

Resumindo, não há filas para comprar bebidas nos diversos quiosques espalhados pelo evento. Existem mesinhas para se comer seu cachorro quente confortavelmente. Não há nem fila para os poucos banheiros que vimos. Não há empurra empurra pra ficar mais perto do palco, nem gente caindo bêbada pelos cantos. Os restaurantes, apesar de cheios, dão conta do aumento do público. Não se vê lixo pela rua, nem briga. E ainda pode-se dizer que a qualidade do som é muito boa (o que é muito difícil em shows ao ar livre). Não enfrentamos engarrafamentos, nem dificuldades de estacionamento. Se fôssemos fãs de jazz, poderíamos dizer que é um evento perfeito.

Mais uma experiência inesquecível ...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cassino de Montreal - Canadá

Depois de Las Vegas, já sabíamos que dificilmente teríamos uma experiência parecida aqui em Montreal, mas assim mesmo vale a visita.

O Cassino de Montreal é muito bonito, mas o local não possui um hotel, shows ou outras diversões. O ambiente é muito sério, que é uma marca dos Canadenses e dos imigrantes que moram por aqui.


O local está constantemente em obras para troca de carpetes e modernização, mas você dificilmente irá perceber. As paredes temporárias estão muito bem pintadas e se camuflam bem ao ambiente.

Uma cena engraçada foi ver um velhinho na cadeira de rodas jogando máquinas caça-niqueis, apertando o botão com a bengala. Vimos também muitos orientais, muitas vezes jogando em duas máquinas ao mesmo tempo.

Como de costume, jogamos a boa e velha roleta. Noite bem legal, na companhia do Flavio e do Francis que é quem mais sofre com nosso inglês quaaaaaaaaaaaaaaase perfeito.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Niagara Falls

Fomos finalmente conhecer Niagara Falls!! O melhor de tudo é que não esperávamos que a cidade fosse tão linda e houvesse tantas atrações turísticas.

Chegamos lá à noite e ficamos surpresos com a quantidade de bares, lojinhas, casas do terror, mini golfs, cassinos, museus (dos criminosos, do guiness book, de cera, etc), parques, passeios e tanto movimento... O local tem diversão para todas as idades, muito legal. À noite, as cataratas são iluminadas com cores e o visual é muito lindo.

Durante o dia, vale visitar a Roda Gigante, o mini-golf de dinossauros ao ar livre, e o observatório. Lá de cima, é possível ver a cidade a 360 graus e uma parte dos EUA. A subida é por um elevador panorâmico e quem quiser, pode almoçar por lá mesmo, contemplando a vista exuberante!

Se você planejar as atrações que vai visitar, consegue um bom desconto comprando um pacote fachado e ganha um crachá de "passe-livre". Dos passeios pagos, subimos no observatório, jogamos mini-golf psicodélico (Flavio foi ensinando as regras, foi bem legal), demos tiros em bonecos que se mexem, reclamam e jogam água quando você os acerta, e andamos na roda gigante que é uma das melhores vistas das cataratas, bom pra tirar fotos (não recomendado pra quem tem enjôos, é bem alto e balança um pouco).

Ainda tem o parque das baleias (orcas e belugas) que é junto com um parque aquático, mas deixamos para o último dia, estava bem cheio e o ticket custa mais de 40 dólares canadenses, resolvemos não entrar.

Não deixamos de dar uma passadinha no cassino e saímos com saldo positivo (de novo)!

A 30 minutos de carro da cidade, chegamos em Niagara-on-the-lake, uma cidade vizinha em Ontario, onde fica uma das paisagens mais lindas que já vimos. Um lago tão grande que não se enxerga a margem do outro lado. Muito verde, muitas flores, muitos pássaros e muito silêncio. Para cada lado que se olha, encontra-se uma obra de arte natural. Depois de conhecermos o lago, almoçamos na cidade que é bem acolhedora, e lembra muito Campos do Jordão.

No retorno a Quebec, pegamos um transito infernal, daqueles tipo Região dos Lagos no feriadão, mas valeu a pena, gostamos muito do passeio.