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Shawinigan, Quebec, Canada

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Parque Omega

O Parque Omega é um desses parques que você entra de carro e circula no meio do habitat natural dos animais. Há várias áreas para caminhada também, mas os animais mais "badalados" só podem ser visitados de dentro do carro.
A área do parque é enorme e caminhando já se encontram vários veados em busca de cenoura (que é vendida em sacos, por dois dólares no parque). Eles estão tão acostumados com gente que quando vêem pessoas se aproximando, olham logo pras mãos dos visitantes, em busca de rango. Alguns até entram na frente dos carros para mostrar que querem ganhar agrados dos turistas.
Como todo bom parque canadense, não poderia faltar um belo e majestoso lago, cercado de muito verde. Mas neste, também há trutas que se dão muito bem com gente, já que a ração fica a venda por vinte e cinco centavos, cada punhado, e a margem do lago fica cheia de pessoas tacando comida para os peixes.

De carro, vimos enormes veados e renas, com galhos gigantescos e imponentes. O que eles têm de grandes, têm de assustados. Os filhotes são mais ariscos, mas com paciência eles acabam vindo comer na nossa mão. Experiência interessante lidar com esses bichos, já que no Brasil, não vemos esses animais nem em zoológicos.
Na área onde é autorizado alimentar os animais, ainda cruzamos com javalis, porcos, patos selvages, cervos e íbex (aquele bicho símbolo do sígno de capricórnio, super enfezado, diga-se de passagem). Esse último queria briga com o carro e tivemos que acelerar pra salvar a lataria.
Dentro do parque, há uma fazenda, onde é possível chegar, alugando um daqueles carrinhos de golf, por vinte dólares a hora. Alguns dos animais de fazenda também são comuns no Brasil, mas adoramos esse contato. Eles tem touros gigantes e lhamas que também são doidas por cenouras. Há um cercado, onde as crianças podem tocar as ovelhas e claro que nós entramos lá... Ainda há um galpão com cabras, bodes, bezerros, perus, galinhas, cavalos, burros... enfim, fazenda pra ninguém botar defeito.
A casa original de madeira foi conservada e todos os móveis também são feitos de madeira, o fogão é a lenha e há uma grande maquete mostrando como fica a paisagem da fazenda, de acordo com cada estação do ano. Aqui as estações são visivelmente diferentes na natureza, o que não acontece no Brasil.

Voltando de carro, passamos pelo campo onde ficam os búfalos, que não podem ser alimentados por motivo de segurança. Passando dos búfalos, cruzamos com raposas, lobos e coiotes. Dá vontade de levar um pra casa porque parecem cachorrinhos de estimação.

No final, o mais esperado do dia: ursos. Como passar uma temporada no Canadá e não ver um ursinho sequer??? Bom, eles são enormes e desengonçados. Não dão muito ibope pro público, até que alguém resolva ignorar as regras e jogue algum petisco. O show é garantido. Vimos muitos ursos ainda trocando o pelo de inverno para o de verão, dá a impressão de que eles têm um cobertor marrom nas costas.

Claro que em um bom parque não pode faltar a lojinha de souvenirs, onde passamos algum tempo escolhendo quem merece ganhar lembrancinhas.

Antes de voltarmos para casa, passamos pelo Chateau Montebello, para um cafezinho. Esse hotel é magnificamente todo construído em madeira, assim como todos os móveis e decoração. O complexo fica de frente para um rio, onde há uma marina e a paisagem é deslumbrante.

Dia maravilhoso.
Fica nosso agradecimento aos queridíssimos Johann e Ana Mayerhofer pelo passeio e pela paciência com o nosso inglês atrapalhado.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sobre parques

Uma de nossas maiores felicidades é estar perto de natureza e por aqui, a quantidade de áreas preservadas é convidativa. Estamos cercados de belos parques naturais, com muitos lagos e bichos que não vemos no Brasil, como esquilos, patos selvagens e guaxinins. Pra quem adora bicho e verde, um prato cheio.

Além de estudar, o que mais temos feito tem sido conhecer esses parques e fazer exercícios pelas pistas e ciclovias que levam a bosques e cenários dignos de filmes hollywodianos.

O Parc-du-Rois (Parque dos Reis) foi o primeiro que conhecemos e o mais próximo de onde moramos. O acesso é através da ciclovia que começa na rua e entra bosque a dentro. Há muito desnível de pista, bom pra botar dificuldade na corrida e é possível ouvir o riozinho que corre entre as árvores. Quando chegamos, estava repleto de neve e a paisagem era desoladora e calma. Agora, está cheio de cores e muito movimentado.

Se seguirmos a ciclovia até o final, entramos na Trans Terrebonne, uma pista dentro de um bosque maior, que cruza a auto-estrada e passa por um condomínio de mansões. A pista ainda atravessa um campo imenso de mato alto e passa num lago, cheio de pato, até chegar num bebedouro natural. Ainda não passamos desse ponto, onde já se alcançam 11km de corrida, por termos que voltar pelo mesmo trajeto, ou seja, mais 11km. Nesse local, o Daniel está treinando para a maratona de Montreal, então é provável que ainda descubramos o que há depois do bebedouro...
Há 6km de onde estamos, ainda tem o Parc-du-Souvenir (Parque da Lembrança), onde há uma ponte sobre uma represa que deixa a paisagem com cara de cinema e protege um tipo de peixe que só existe em poucos lagos do Quebec. Pessoas pescam por lá, além de ser outro bom local para corrida e bicicleta. Nesse parque não é permitida a entrada de cães. Há uma sorveteria e espaço para shows de música que podem ser apreciados gratuitamente. Quando fomos, havia uma exposição de fotografias sobre "As coisas boas de Terrebonne", bem interessante. A biblioteca pública também fica nesse parque.

Conhecemos também o Parc Lafontaine (Parque a Fonte), que fica no centro de Montreal. Esse é um pouco mais urbano. As pessoas pintam paisagens, levam instrumentos e se agrupam pra ouvir música ou levam o próprio rádio e fazem performances tipo break americano com patins, penduram sua rede na árvore pra tirar uma soneca depois de comer o seu pique-nique... Mais comum mesmo, é gente lendo numa sombrinha ou pegando um solzinho com seu cachorro. Esse parque tem uma área reservada para os cães poderem brincar. Reparamos que também há uma área frequentada especificamente pelo público gay. O parque é cercado pelo comércio, albergues, hotéis e é frequentado por todo tipo de figura. Gente pobre, gente rica, com ou sem criança, com ou sem roupa (praia de canadense é parque), relaxando ou se exercitando... bem democrático.

Para quem  quer apreciar a cidade de cima, o Parc Mont-royal tem um mirante lindo, de onde pode-se ver o Estádio Olímpico de Montreal e as pontas das igrejas, que têm uma arquitetura muito bonita, além do por do sol e dos guaxinins que brincam com os visitantes (já publicamos um vídeo dessas figurinhas).

Ainda temos várias dicas de quem mora aqui, dos parques que ainda não visitamos, como Sainte-Anne-de-Bellevve, Vieux Terrebonne, Centre de la Nature ... Tomara que dê tempo!!!




quarta-feira, 6 de julho de 2011

Festival Internacional de Jazz

Apesar do público chegar a 25 mil pessoas e não haver muitos banheiros químicos espalhados pelas ruas, não se vê nem sinal de "mijões" pelos cantos. Claro que você, brasileiro, morador do Rio, vai argumentar que não se pode comparar a organização de um festival de jazz em Montreal à organização de um bloco de carnaval no Rio. E obviamente, nós, brasileiros, moradores do Rio, vamos concordar que falta estrutura pra suportar carnaval no Rio sim e que a prefeitura é a maior responsável por isso. Mas, raciocina, pensa nesse cenário: 
  • 25 MIL pessoas.
  • Bebendo. 
  • Na rua. 
  • Se divertindo. 
  • Sem banheiro suficiente. 
E aí? Estamos falando de bloco no Rio ou festival em Montreal? 
O cenário vale para os dois eventos, não é mesmo? A educação poderia valer também...
Claro que há várias questões envolvendo esse tema como educação, política, diferenças culturais e inúmeras discussões que não valem entrarmos no mérito. Mas uma coisa é fato: cada indivíduo, cada cidadão é responsável pela sua atitude, não o governo.

Sobre o festival...

Podemos dizer que a educação do povo por aqui é inversamente proporcional à empolgação com os shows. Tudo bem que jazz é um estilo pra se ouvir, contemplando, sem muito "uhu!!"... mas há diversos grupos que tocaram aqui e levantariam poeira se a apresentação fosse para um público brasileiro. Por aqui, o máximo que se pode esperar são aplausos tímidos e um respeito muito grande pelos músicos. Parece que o público tem medo de atrapalhar a banda... 

O esquema de segurança é muito interessante. Onde as ruas são interditadas, seguranças "revistam" as pessoas que acessam o complexo de shows para evitar entrada de armas, drogas e bebidas, já que a venda de bebidas é um dos fundos que sustentam o festival, que é gratuito. Também não é permitido sair do perímetro do evento consumindo bebida alcoólica, mas aí por conta da legislação do Quebéc.

Falando das performances, vimos um pouquinho de tudo. Os grupos que se apresentam são muito variados e tocam desde o mais genuíno jazz até um rock and roll meio country, com direito a bota e chapel de cowboy, passando por ritmos latinos, africanos e indianos. Pelos palcos secundários, vimos conjunto improvisando música para trilha de filme de suspense, conjunto tocando acústico com instrumentos meio barrocos, performances de acrobata, flautista dando uma de encantador de ratos, e todo tipo de gente assistindo. 

Tivemos a alegria de conhecer o show da Susie Arioli. Não ficamos para ver o show inteiro, mas já valeu ter conhecido um pouco do seu repertório. E nada de "Uhu!" no fim do video, apenas aplausos. :)

http://www.youtube.com/watch?v=ssxZJi92i_k

Resumindo, não há filas para comprar bebidas nos diversos quiosques espalhados pelo evento. Existem mesinhas para se comer seu cachorro quente confortavelmente. Não há nem fila para os poucos banheiros que vimos. Não há empurra empurra pra ficar mais perto do palco, nem gente caindo bêbada pelos cantos. Os restaurantes, apesar de cheios, dão conta do aumento do público. Não se vê lixo pela rua, nem briga. E ainda pode-se dizer que a qualidade do som é muito boa (o que é muito difícil em shows ao ar livre). Não enfrentamos engarrafamentos, nem dificuldades de estacionamento. Se fôssemos fãs de jazz, poderíamos dizer que é um evento perfeito.

Mais uma experiência inesquecível ...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cassino de Montreal - Canadá

Depois de Las Vegas, já sabíamos que dificilmente teríamos uma experiência parecida aqui em Montreal, mas assim mesmo vale a visita.

O Cassino de Montreal é muito bonito, mas o local não possui um hotel, shows ou outras diversões. O ambiente é muito sério, que é uma marca dos Canadenses e dos imigrantes que moram por aqui.


O local está constantemente em obras para troca de carpetes e modernização, mas você dificilmente irá perceber. As paredes temporárias estão muito bem pintadas e se camuflam bem ao ambiente.

Uma cena engraçada foi ver um velhinho na cadeira de rodas jogando máquinas caça-niqueis, apertando o botão com a bengala. Vimos também muitos orientais, muitas vezes jogando em duas máquinas ao mesmo tempo.

Como de costume, jogamos a boa e velha roleta. Noite bem legal, na companhia do Flavio e do Francis que é quem mais sofre com nosso inglês quaaaaaaaaaaaaaaase perfeito.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Niagara Falls

Fomos finalmente conhecer Niagara Falls!! O melhor de tudo é que não esperávamos que a cidade fosse tão linda e houvesse tantas atrações turísticas.

Chegamos lá à noite e ficamos surpresos com a quantidade de bares, lojinhas, casas do terror, mini golfs, cassinos, museus (dos criminosos, do guiness book, de cera, etc), parques, passeios e tanto movimento... O local tem diversão para todas as idades, muito legal. À noite, as cataratas são iluminadas com cores e o visual é muito lindo.

Durante o dia, vale visitar a Roda Gigante, o mini-golf de dinossauros ao ar livre, e o observatório. Lá de cima, é possível ver a cidade a 360 graus e uma parte dos EUA. A subida é por um elevador panorâmico e quem quiser, pode almoçar por lá mesmo, contemplando a vista exuberante!

Se você planejar as atrações que vai visitar, consegue um bom desconto comprando um pacote fachado e ganha um crachá de "passe-livre". Dos passeios pagos, subimos no observatório, jogamos mini-golf psicodélico (Flavio foi ensinando as regras, foi bem legal), demos tiros em bonecos que se mexem, reclamam e jogam água quando você os acerta, e andamos na roda gigante que é uma das melhores vistas das cataratas, bom pra tirar fotos (não recomendado pra quem tem enjôos, é bem alto e balança um pouco).

Ainda tem o parque das baleias (orcas e belugas) que é junto com um parque aquático, mas deixamos para o último dia, estava bem cheio e o ticket custa mais de 40 dólares canadenses, resolvemos não entrar.

Não deixamos de dar uma passadinha no cassino e saímos com saldo positivo (de novo)!

A 30 minutos de carro da cidade, chegamos em Niagara-on-the-lake, uma cidade vizinha em Ontario, onde fica uma das paisagens mais lindas que já vimos. Um lago tão grande que não se enxerga a margem do outro lado. Muito verde, muitas flores, muitos pássaros e muito silêncio. Para cada lado que se olha, encontra-se uma obra de arte natural. Depois de conhecermos o lago, almoçamos na cidade que é bem acolhedora, e lembra muito Campos do Jordão.

No retorno a Quebec, pegamos um transito infernal, daqueles tipo Região dos Lagos no feriadão, mas valeu a pena, gostamos muito do passeio.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Montreal Biodôme e Estádio Olímpico

O passeio de hoje foi bem estilo turista em Montreal. Quem visita a cidade, não pode deixar de ir lá. É como ir ao Rio e não conhecer o Bondinho ou o Cristo...

Sobre o estádio, não precisamos falar muito. O design é bem interessante e dá um ar futurista à construção. Quem mora em Montreal tem acesso as piscinas, quadras e academia pois é uma área pública. A torre do estádio tem um elevador panorâmico, que leva ao mirante, de onde avistamos Montreal a 360 graus. A cidade, essa época do ano, é bem verde e pode-se perceber o respeito à natureza que se tem por aqui. Vista de cima, só o centro da cidade se destaca com alguns arranha-céus, mas de resto, somente casas e muita vegetação.

Já o Biodome, é uma experiência fantástica pra quem gosta de bicho e natureza. É uma espécie de jardim zoológico, mas os ambientes dos animais são artificialmente reproduzidos. Até o cheiro e o clima da floresta, eles reproduzem. Na visitação, você pode ver os bichos muito próximos e a sensação é que estamos dentro do ambiente deles e não há gaiolas. Claro que elas estão lá, mas de uma forma tão sutil, que parece que os bichos estão soltos dentro de uma enorme cúpula, onde você entra e conhece a casa deles (às vezes é preciso atenção para encontrá-los camuflados entre uma árvore e outra).

A entrada é pela  "Floresta Tropical", com bichos bem conhecidos pelos brasileiros (mesmo assim ainda ficamos bobos quando vemos jacarés, aráras, micos e outros) e faz bastante calor. O segundo habitat simula a vida dos animais do Canadá, com castores, lontras e outros animais aquáticos. Obviamente, a temperatura nesse segundo ambiente é bem mais baixa. A visita passa por um viveiro enorme de pássaros aquáticos (onde algumas surpresas podem cair na sua cabeça) e termina no habitat dos Pinguins, que ficam numa espécie de aquário gigante. 

Ainda tem também o Jardim Botânico e um museu de insetos. Mas estes, ficam para a próxima...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

É moda aqui

A moda aqui é engraçada (para nós, lógico). Sabe quando os gringos caminham no calçadão usando sapato e meia até a canela? Sabe quando eles aparecem usando roupas escuras e pochete? Pois é... aqui é muito comum...

Entre a garotada mais nova, até seus 20 anos, como em qualquer lugar, é possível identificar o padrão: meninos com calças ou bermudas que deixam a cueca aparecer, cabelo de calopsita e aquele tênis da Reef que parece uma lancha. Meninas com calças embaladas a vácuo ou shorts bem curtinhos, além do rímel ultra-mega-super-maxi carregado. Sílios e unhas postiças por aqui são muito usados pelas teenagers.

O que podemos dizer da mulherada mais madura é que não existe um padrão, elas não se prendem às tendências e vemos de tudo. A única coisa que notamos em 98% das mulheres pelas ruas é o penteado descabelado.  Parece que elas acordam, e vão pra rua. Ou então, pedem que a irmã de 4 anos lhes faça um rabo de cavalo e vão trabalhar. Quando usam o cabelo solto, é visível que os cortes são totalmente irregulares, com mechas de cores doidas ou fiapos pra tudo que é lado, pindurados, como se tivessem saído do banho e esquecido de passar um pente. Quando usam preso, o aspecto é tipo "saí de casa correndo e fiz esse penteado com uma mão só porque a outra tava ocupada segurando o meu café" ou " bateu um vento e eu deixei assim". Sei lá... Vez ou outra, aparece uma "pranchada", estilo Priscila do BBB, mas é um pouco raro. 

O comum mesmo é o ar "não me penteio" que a identidade visual das canadenses nos transmite. Até mesmo as celebridades por aqui (aliás, elas que devem ditar essa moda), adotam esse estilo vassoura. E parece que quanto mais liso é o cabelo, mais elas tacam gel, laquê e o escambau, pra manter os arrepiados e as mechas irregulares nos lugares certos, como se tivessem acabado de passear de moto, sem capacete...

Talvez ainda sejamos meio provincianos para ver esse estilo como bonito, mas ainda preferimos o estilo "normal" e descontraído das cabeleiras brasileiras. 



sábado, 11 de junho de 2011

Começaram os Festivais!!!!!



Essa época do ano é muito esperada em Montreal (que fica a 20 minutos de onde estamos morando), pois começam os festivais de música. Esse fim de semana está rolando o LG Crescent Street Grand Prix Festival. A rua é fechada e vários patrocinadores montam barracas oferecendo produtos e serviços ao público. Esse ano, há vários tipos de energéticos com sabores diferentes, água, refrigerante e Baileys sendo distribuídos gratuitamente e claro que nós aproveitamos.
 
O clima do evento é como as festas juninas cariocas. Várias barracas, um palco principal com DJ e atrações, que geralmente são bandas de rock e muita gente. Os bares da rua ficam lotados e servem de camarote para quem consegue um lugar nas mesas. 
Detalhes em: www.crescentmontreal.com/en_crescent_events_grand_prix.htm  
 
A diferença é que esse festival é voltado para a Formula 1, então há vários carros expostos, todos tiram fotos e ficam babando as máquinas e as modelos que são contratadas para chamar atenção, e chamam!
Outra coisa interessante é que tem gente do mundo inteiro. Nunca tíanhamos visto tanto homem de turbante reunido...  E claro que a organização e a educação do povo aqui é algo incomparável ao Brasil. Em compensação, a animação do brasileiro também não se compara à frieza que o público daqui recebe os artistas que se apresentam no palco. Mas tudo bem, eles estão acostumados (por isso que quando se apresentam no Brasil, ficam loucos).

O Festival de Jazz também já começou, mas ainda não passamos por lá. 
Em breve, mais atualizações sobre os Festivais de Montreal...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O que saber antes de imigrar

Muita gente tem nos enviado mensagens pedindo dicas, tanto para imigração quanto para intercâmbios, então estamos compilando as questões que são mais abordadas para ajudar um pouco:

Sobre Mercado de trabalho: Como já se sabe, o mercado aqui é vasto e falta mão de obra. Vamos falar um pouco das áreas que atuamos e daquelas próximas ao nosso dia a dia para não passar nenhuma idéia errada.
Na área de Tecnologia, faltam profissionais qualificados. As empresas buscam especialistas e gestores em outros países porque aqui já estão todos empregados e eles só mudam de empresa quando a proposta realmente vale a pena. O que também é difícil de acontecer porque as empresas atuam fortemente para reter seus recursos.
Já na área de Segurança, a cultura é muito diferente do Brasil. Não se vêem guardas nos bancos nem portas giratórias, por exemplo. Mas as empresas atuam fortemente em procedimentos anti-fraude. Um analista de banco, nesta área  por exemplo, ganha em média $20,00 CAN / hora. Há bastante mercado para auditores e especialistas em Segurança da Informação. Mas geralmente são exigidas as duas linguas fluentes (inglês e francês) para atuar na cidade de Quebéc, além do diploma na área correspondente.
Profissionais de nível superior devem ter um pouco de cuidado se pretendem trabalhar aqui, pois a maioria das faculdades brasileiras não são  reconhecidas como graduações suficientes para o nível esperado pelas empresas. Geralmente, o profissional precisa procurar uma universidade daqui e realizar um teste de "equivalência" para adquirir um diploma canadense, antes de sondar o mercado. O que normalmente acontece é que a faculdade solicita que o profissional realize algumas aulas de adequação, antes de condecer o diploma.
Profissionais da área de saúde devem redobrar o cuidado porque aqui não há atendimento privado, salvo para dentistas. Só o governo pode realizar atividades nessa área, então o profissional, além de adequar seu diploma, também precisa obrigatoriamente passar num concurso público. A boa notícia é que faltam médicos também, então se for bem na prova, é vaga garantida.
Profissionais de nível técnico também são bem remunerados pelo mesmo motivo: há pouca mão de obra especializada.
Para quem não é formado, também há bastante opção. As garçonetes, por exemplo, faturam em média $150,00 CAN por dia só em gorjetas. Já ouvimos falar que ser garçon aqui é seguir uma carreira e o que vemos nos restaurantes são pessoas de todas as idades, atendendo muito bem porque sabem que a gorjeta é o que faz valer seu trabalho, pois complementa (e muito) o salário mensal (quando tem). As diaristas cobram, em média, $150,00 CAN por dia e ganha-se muito dinheiro com faxina por aqui.

Sobre os idiomas: Onde estamos morando, em Quebéc, a língua mais falada é o francês, portanto uma boa opção para quem deseja um intercâmbio nesse idioma. O francês daqui é diferente do da França, podemos comparar à diferença entre o português do Brasil e de Portugal. Aqui em Quebéc, se você não fala francês, dificilmente consegue uma colocação profissional, mesmo que seu inglês seja excelente. Mesmo assim, a maioria das pessoas falam bem o inglês e recebem bem os estrangeiros que se comunicam nesse idioma.
Para quem pretende estudar inglês, o melhor local é Toronto, que fica há 6 horas (de carro) de onde estamos.
Podemos dizer que Toronto é a São Paulo canadense. Lá estão reunidos os maiores centros comerciais e as maiores empresas que usam o inglês em seu dia a dia.
Em Montreal (dentro de Quebéc), as duas línguas são oficias, inglês e francês, ideal para quem quer estudar ambas.
Já em Vancouver, a língua oficial, assim como em Toronto é o inglês.
Uma boa dica é usar um benefício oferecido pelo governo do Quebec, que oferece bons reembolsos para quem estuda francês na Aliança Francesa e imigra para cá. Segue o link com maiores detalhes: 

http://www.immigration-quebec.gouv.qc.ca/fr/langue-francaise/pays-depart/liste-ententes.html

Sobre a temperatura: Brasileiro está acostumado com calor, salvo aqueles que moram mais ao Sul. Portanto, o mais recomendável é chegar aqui em abril, quando o inverno já acabou. As temperaturas ainda são baixas, mas agradáveis. Em julho, chega o calor e as temperaturas no alto verão podem chegar a 37 graus! Em outubro, as temperaturas voltam a cair. Em janeiro, é comum ocorrerem temperaturas de -30 graus.
O ideal é ir se adaptando aos poucos porque o inverno daqui é um dos maiores desafios para os brasileiros, em termos de adaptação. Não compre roupa de frio no Brasil, pensando em usar no inverno daqui. As roupas realmente adequadas serão muito mais baratas por aqui.
Ainda vale mencionar que tudo aqui é adaptado ao inverno. As ruas, os shoppings, as casas, os carros... tudo é preparado para neve. Todas as casas têm um canto com armário, cabides e prateleiras onde são postos os casacos, as botas de neve e todos os apetrechos necessário para proteção contra o frio. Até mesmo as academias e os restaurantes possuem esse preparo. As escolas determinam até quando os alunos podem ir de bota e a partir de quando podem ir de tênis... Enfim... dá trabalho lidar com a neve!


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Trabalho ou diversão?


Hoje percebemos mais uma diferença entre o Brasil e o Canadá.

No nosso amado país (estou falando do Brasil, só pra não ter dúvidas), a mão de obra é barata e as ferramentas são caríssimas, aqui é exatamente o contrário. Os canadenses preferem se equipar para realizar melhor, mais rápido e se possível eles mesmos (ou por algum brasileiro encostado) o trabalho necessário, pois o que pesa no preço é o profissional, sempre pago por hora.

Quando pediram a nossa ajuda para limpar um terreno de uns 1500m² pensamos imediatamente que ficaríamos a semana inteira nessa tarefa, mas sabe como é, brasileiro não desiste nunca ... Aceitamos ajudar...

Agora vem a grata surpresa. Terrenos de grande extensão, com mato alto, aqui se limpa com trator, é isso mesmo, trator. E não pense que é algo que quase ninguém tenha, encontra-se a venda na maioria das lojas de ferramentas tipo Canadian Tire (nosso Leroy Merlin).

O pé direito controla a aceleração e o freio, a mão esquerda a marcha com 3 posições (frente, neutro e ré), a mão direita o pino de abaixar ou levantar o cortador de grama (usado constantemente para terrenos irregulares) e a mão esquerda a alavanca que define os parâmetros de velocidade (lento com uma figura de tartaruga e rápido com a figura de um coelho). Ahhhhh ... ainda falta o volante, lógico, mas piloto que é piloto controla qualquer brinquedo de 4 rodas.

No fim, achamos que seria uma tarefa cansativa, mas na verdade acabou sendo até bem divertido. Se tivesse mais um trator desse dava pra apostar corrida ou brincar de bate-bate.