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Shawinigan, Quebec, Canada

sábado, 11 de junho de 2011

Começaram os Festivais!!!!!



Essa época do ano é muito esperada em Montreal (que fica a 20 minutos de onde estamos morando), pois começam os festivais de música. Esse fim de semana está rolando o LG Crescent Street Grand Prix Festival. A rua é fechada e vários patrocinadores montam barracas oferecendo produtos e serviços ao público. Esse ano, há vários tipos de energéticos com sabores diferentes, água, refrigerante e Baileys sendo distribuídos gratuitamente e claro que nós aproveitamos.
 
O clima do evento é como as festas juninas cariocas. Várias barracas, um palco principal com DJ e atrações, que geralmente são bandas de rock e muita gente. Os bares da rua ficam lotados e servem de camarote para quem consegue um lugar nas mesas. 
Detalhes em: www.crescentmontreal.com/en_crescent_events_grand_prix.htm  
 
A diferença é que esse festival é voltado para a Formula 1, então há vários carros expostos, todos tiram fotos e ficam babando as máquinas e as modelos que são contratadas para chamar atenção, e chamam!
Outra coisa interessante é que tem gente do mundo inteiro. Nunca tíanhamos visto tanto homem de turbante reunido...  E claro que a organização e a educação do povo aqui é algo incomparável ao Brasil. Em compensação, a animação do brasileiro também não se compara à frieza que o público daqui recebe os artistas que se apresentam no palco. Mas tudo bem, eles estão acostumados (por isso que quando se apresentam no Brasil, ficam loucos).

O Festival de Jazz também já começou, mas ainda não passamos por lá. 
Em breve, mais atualizações sobre os Festivais de Montreal...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O que saber antes de imigrar

Muita gente tem nos enviado mensagens pedindo dicas, tanto para imigração quanto para intercâmbios, então estamos compilando as questões que são mais abordadas para ajudar um pouco:

Sobre Mercado de trabalho: Como já se sabe, o mercado aqui é vasto e falta mão de obra. Vamos falar um pouco das áreas que atuamos e daquelas próximas ao nosso dia a dia para não passar nenhuma idéia errada.
Na área de Tecnologia, faltam profissionais qualificados. As empresas buscam especialistas e gestores em outros países porque aqui já estão todos empregados e eles só mudam de empresa quando a proposta realmente vale a pena. O que também é difícil de acontecer porque as empresas atuam fortemente para reter seus recursos.
Já na área de Segurança, a cultura é muito diferente do Brasil. Não se vêem guardas nos bancos nem portas giratórias, por exemplo. Mas as empresas atuam fortemente em procedimentos anti-fraude. Um analista de banco, nesta área  por exemplo, ganha em média $20,00 CAN / hora. Há bastante mercado para auditores e especialistas em Segurança da Informação. Mas geralmente são exigidas as duas linguas fluentes (inglês e francês) para atuar na cidade de Quebéc, além do diploma na área correspondente.
Profissionais de nível superior devem ter um pouco de cuidado se pretendem trabalhar aqui, pois a maioria das faculdades brasileiras não são  reconhecidas como graduações suficientes para o nível esperado pelas empresas. Geralmente, o profissional precisa procurar uma universidade daqui e realizar um teste de "equivalência" para adquirir um diploma canadense, antes de sondar o mercado. O que normalmente acontece é que a faculdade solicita que o profissional realize algumas aulas de adequação, antes de condecer o diploma.
Profissionais da área de saúde devem redobrar o cuidado porque aqui não há atendimento privado, salvo para dentistas. Só o governo pode realizar atividades nessa área, então o profissional, além de adequar seu diploma, também precisa obrigatoriamente passar num concurso público. A boa notícia é que faltam médicos também, então se for bem na prova, é vaga garantida.
Profissionais de nível técnico também são bem remunerados pelo mesmo motivo: há pouca mão de obra especializada.
Para quem não é formado, também há bastante opção. As garçonetes, por exemplo, faturam em média $150,00 CAN por dia só em gorjetas. Já ouvimos falar que ser garçon aqui é seguir uma carreira e o que vemos nos restaurantes são pessoas de todas as idades, atendendo muito bem porque sabem que a gorjeta é o que faz valer seu trabalho, pois complementa (e muito) o salário mensal (quando tem). As diaristas cobram, em média, $150,00 CAN por dia e ganha-se muito dinheiro com faxina por aqui.

Sobre os idiomas: Onde estamos morando, em Quebéc, a língua mais falada é o francês, portanto uma boa opção para quem deseja um intercâmbio nesse idioma. O francês daqui é diferente do da França, podemos comparar à diferença entre o português do Brasil e de Portugal. Aqui em Quebéc, se você não fala francês, dificilmente consegue uma colocação profissional, mesmo que seu inglês seja excelente. Mesmo assim, a maioria das pessoas falam bem o inglês e recebem bem os estrangeiros que se comunicam nesse idioma.
Para quem pretende estudar inglês, o melhor local é Toronto, que fica há 6 horas (de carro) de onde estamos.
Podemos dizer que Toronto é a São Paulo canadense. Lá estão reunidos os maiores centros comerciais e as maiores empresas que usam o inglês em seu dia a dia.
Em Montreal (dentro de Quebéc), as duas línguas são oficias, inglês e francês, ideal para quem quer estudar ambas.
Já em Vancouver, a língua oficial, assim como em Toronto é o inglês.
Uma boa dica é usar um benefício oferecido pelo governo do Quebec, que oferece bons reembolsos para quem estuda francês na Aliança Francesa e imigra para cá. Segue o link com maiores detalhes: 

http://www.immigration-quebec.gouv.qc.ca/fr/langue-francaise/pays-depart/liste-ententes.html

Sobre a temperatura: Brasileiro está acostumado com calor, salvo aqueles que moram mais ao Sul. Portanto, o mais recomendável é chegar aqui em abril, quando o inverno já acabou. As temperaturas ainda são baixas, mas agradáveis. Em julho, chega o calor e as temperaturas no alto verão podem chegar a 37 graus! Em outubro, as temperaturas voltam a cair. Em janeiro, é comum ocorrerem temperaturas de -30 graus.
O ideal é ir se adaptando aos poucos porque o inverno daqui é um dos maiores desafios para os brasileiros, em termos de adaptação. Não compre roupa de frio no Brasil, pensando em usar no inverno daqui. As roupas realmente adequadas serão muito mais baratas por aqui.
Ainda vale mencionar que tudo aqui é adaptado ao inverno. As ruas, os shoppings, as casas, os carros... tudo é preparado para neve. Todas as casas têm um canto com armário, cabides e prateleiras onde são postos os casacos, as botas de neve e todos os apetrechos necessário para proteção contra o frio. Até mesmo as academias e os restaurantes possuem esse preparo. As escolas determinam até quando os alunos podem ir de bota e a partir de quando podem ir de tênis... Enfim... dá trabalho lidar com a neve!


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Trabalho ou diversão?


Hoje percebemos mais uma diferença entre o Brasil e o Canadá.

No nosso amado país (estou falando do Brasil, só pra não ter dúvidas), a mão de obra é barata e as ferramentas são caríssimas, aqui é exatamente o contrário. Os canadenses preferem se equipar para realizar melhor, mais rápido e se possível eles mesmos (ou por algum brasileiro encostado) o trabalho necessário, pois o que pesa no preço é o profissional, sempre pago por hora.

Quando pediram a nossa ajuda para limpar um terreno de uns 1500m² pensamos imediatamente que ficaríamos a semana inteira nessa tarefa, mas sabe como é, brasileiro não desiste nunca ... Aceitamos ajudar...

Agora vem a grata surpresa. Terrenos de grande extensão, com mato alto, aqui se limpa com trator, é isso mesmo, trator. E não pense que é algo que quase ninguém tenha, encontra-se a venda na maioria das lojas de ferramentas tipo Canadian Tire (nosso Leroy Merlin).

O pé direito controla a aceleração e o freio, a mão esquerda a marcha com 3 posições (frente, neutro e ré), a mão direita o pino de abaixar ou levantar o cortador de grama (usado constantemente para terrenos irregulares) e a mão esquerda a alavanca que define os parâmetros de velocidade (lento com uma figura de tartaruga e rápido com a figura de um coelho). Ahhhhh ... ainda falta o volante, lógico, mas piloto que é piloto controla qualquer brinquedo de 4 rodas.

No fim, achamos que seria uma tarefa cansativa, mas na verdade acabou sendo até bem divertido. Se tivesse mais um trator desse dava pra apostar corrida ou brincar de bate-bate.
 

domingo, 29 de maio de 2011

Canadá > Las Vegas

Pra começar, se viajássemos para Las Vegas, partindo do Brasil, o preço seria quase 3 vezes mais caro. Então, um blog de brasileiros no Canadá não pode deixar essa viagem passar em branco. Nesse caso, o que acontece em Vegas NÃO fica em Vegas, vai para o blog!

SURREAL!!!!!  Las Vegas foi projetada para impressionar, para surpreender e para fazer os visitantes irem embora querendo voltar.  A começar pelo aeroporto: você precisa pegar um trem para chegar até as esteiras das malas (é pequeno, né?) e quando chega no desembarque, já dá de cara com as maquininhas de cassino. O famoso "eu nem gosto de jogo..." não é desculpa, diante da variedade de espetáculos, performances, exposições, restaurantes, shoppings, além dos cassinos e da grandiosidade dos hotéis. Aliás, a luxúria e a ostentação dos hotéis é uma atração a parte. Encontram-se verdadeiras obras de arte e arquitetura em cada recepção. Parece que os hotéis são propositalmente projetados para que você se perca lá dentro. Então, quem não gosta de jogo, acaba se rendendo à infinidade de entretenimento que Vegas oferece.

O público de Vegas é o mais variado possível. Tem gente jovem enchendo a cara, tem noiva casando pra tudo que é lado, tem japonês (ou chinês, quem sabe?) em tudo que é maquininha, ganhando dinheiro a rodo, tem brasileiro em cada esquina e muita, mas muita gente ganhando dinheiro pelas ruas imitando artistas, tocando guitarra, bateria ou simplesmente se fantasiando de um personagem famoso e tirando foto com os pedestres. Se de um lado da rua o Darth Vader troca idéia com o Michael Jackson, do outro lado, um Escocês toca gaita de fole para o Bumblebee dançar... loucura, louruca, lourura...

O dinheiro da jogatina na roleta nos rendeu ingressos para o espetáculo KA do Cirque du Soleil! Conseguimos também visitar o aquário de tubarões do Mandalay Bay, o jardim com tigre branco e golfinhos do hotel Mirage, a exposição do corpo humano no hotel Luxor, além dos shows gratuitos no Imperial e no Bills, com cover de Elvis da melhor qualidade...rs. Quem passa pela Strip ainda é premiado com o show de águas do Belagio e a erupção do vulcão no Mirage.

Resumindo a ópera, essa foi a viagem mais louca e mais surpreendente que já fizemos, e só fizemos por estarmos aqui no Canadá, onde os valores são muito mais acessíveis. Quem sabe um dia voltamos!!!

domingo, 22 de maio de 2011

De volta ao Plateau

Hoje conhecemos um japa muito bom em Montreal, chamado Kanda. Muita coisa diferente do que é servido nos japas cariocas, mas no geral, tão bom quanto. A diferença é que TODOS os funcionários do restaurante (e não são poucos) têm olhos puxados e conversam entre si falando japonês (chinês ou mandarim, sei lá). Já no Rio, mais comum mesmo é que os funcionários sejam importados do Nordeste...

Na sequência, passamos pelo Plateau, aquele local super alternativo, no centro de Montreal, sobre o qual já falamos em outra postagem sobre diversidade. Mas hoje, o clima está bem menos frio, então as ruas estavam fervendo. Pense na Lapa, misturada com a Quinta Avenida. É o clima de noitada e pré-disposição à diversão do Rio, com a loucura e a sofisticação de New York.

Mas o que mais chamou atenção dessa vez, foi uma visão um pouco mais esclarecida sobre a tal "diversidade de culturas do Canadá". Sim, aqui realmente tem gente do mundo inteiro e as culturas convivem em clima de respeito e cooperação. Muito comum é passear no shopping e encontrar mulheres com lenços escondendo o cabelo e judeus ortodoxos circulando pelos corredores. Para brasileiros, isso não é nenhuma novidade, já que somos um povo totalmente diversificado. Aí é que mora a principal e genuína diferença entre a diversidade de culturas no Brasil e no Canadá: aqui, as culturas não se misturam.

Passeando pelo Plateau, cada rua, cada área do bairro tinha a sua cara, a sua tribo. Em determinada rua, predominam os pubs e clubes noturnos frequentados por um público mais jovem e local, também alguns turistas. Andando um pouco mais, as casas se destinam a um público mais maduro e ainda local. Virando uma ruazinha, é possível achar boates punks, com direito a festas de "anime", com todos vestidos a caráter na fila, assim como góticos e emos. Passamos ainda por uma avenida só de comércio  chinês e outra de imigrantes italianos, com vários restaurantes de massas e grifes italianas. Ainda havia umas esquinas com grupos de negros, rapers e malabaristas. E ainda um local com várias boates de stripers e prostituição rolando muito discretamente. 

O que vimos aqui hoje, é um pouco do que acontece no país como um todo. Todas as culturas têm seu espaço aqui. Todos se vestem, como querem e não são ridicularizados ou julgados por isso (pelo menos, não explicitamente). Mas, é muito claro que essas diferentes culturas não se misturam. Se você sair para uma noitada na Lapa, vai encontrar locais frequentados por negros, japoneses, árabes, hippies, patricinhas, "playboyzada", coroas, periguetes, gringos etc, no mesmíssimo ambiente (Rio Scenarium, na Rua do Lavradio, é um exemplo dessa mistureba). Mas na noite do Plateau, cada tribo tem o seu ambiente.

Ninguém se perturba. Mas, ninguém se mistura. Nossa próxima passagem por lá, será para conhecer de perto um bar ou outro, uma boate ou outra. Qual será a nossa tribo?...


domingo, 15 de maio de 2011

Galinhagem. Ops!!! Quer dizer, GALINHADA!



Depois de conhecermos uma legítima festa portuguesa, com muito fado e vinho do porto, foi a vez de conhecermos a galinhada. Um prato simples, mas delicioso (uma mistura de frango com arroz maluco, tipo um risoto de frango a passarinho...rs), acompanhado de uma saladinha bem brasileira. Mas a galinhada foi só um pretexto pra fazer o que brasileiro mais gosta: reunir amigos pra beber e se divertir.


Claro que em reunião de brasileiro não falta um sambinha. Atropelado e desarranjado, mas animado. Falando em dedicação à procura do repertório perfeito, podemos quase afirmar que o "samba do aeroporto", no RJ, já tem um similar canadense ...rs... Talvez, com um pouco mais de ensaio, o famoso  "o meu coração hoje tem paz..." também tenha afinação.

Lá pelas tantas, eis que surge uma garrafa de gin... mas cadê a tônica? Isso é gin mesmo? Bom, a garrafa era de gin, mas o conteúdo, ninguém sabe ao certo até o presente momento. Só se sabe que a garrafa esvaziou  em doses homeopáticas de "Tequila". Hãn? É... sal, uma dose, limão. Sequência que se repetiu incessantemente, até que as três rodadas de saideiras finalmente encerraram a última gota da garrafa. Falou-se que a bebida na verdade era run, e também falou-se que a bebida era cachaça de uva... no fim das contas, ninguém estava interessado em desvendar este mistério.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mais perguntadas

 
 Respondendo o que todo mundo pergunta - Top 10.

1) O frio brabo já passou. Quando chegamos, estava -3 e agora, a temperatura está em torno de 19 graus... e não, não tem mais temporada de ski, só ano que vem.

2) Sim, as oportunidades de trabalho aqui são muitas e só não trabalha quem não quer. No nosso caso, só vamos buscar colocação no mercado se resolvermos morar aqui por mais tempo. Por enquanto, não, não estamos procurando nenhum emprego e estamos só estudando inglês. Juntamos dinheiro pra isso, não estamos loucos...

3) Nós ainda não sabemos qual é a comida característica do Canadá. Já sabemos que o syrup (comentado em outra publicação), é muito apreciado, mas ainda não sabemos qual é o carro chef da culinária local. O que já temos certeza é que a quantidade aqui fala mais alto. Todos os pratos são muito bem servidos e existem umas misturas doidas, tipo pizza com macarrão (é sério... e é muito bom!), linguiça temperada com alho e mel (uma delícia no churrasco)... Além disso, a variedade de biscoitos que se encontram nos supermercados é sacanagem... tem biscoito de aveia, recheado de tudo que é fruta, com chocolate de tudo que é tipo, com umas texturas macias, que não tínhamos experimentado no Brasil.

4) Até o momento, só fizemos amigos brasileiros (felizmente, para programas divertidos / infelizmente, para nosso inglês);

5) Sim, os jogos do Flamengo estão sendo rigorosamente acompanhados através da internet. Nós pagamos a mastertv, que transmite todos os canais da NET, então não pensem que estamos desatualizados. (o mesmo vale para a novela das 8!)

6) Não, nós ainda não conhecemos boates, mas assim que conhecermos uma, haverá um post exclusivo. O atendimento nos restaurantes é muito bom e o atendimento nas lojas de shoppings é diferente do Brasil (a vendedora não fica atrás de vc o tempo todo).

7) Outlet aqui tem desconto de 80% de verdade. Já descobrimos um centro de outlets aqui em Quebec e outro há 2 horas da fronteira com os EUA... brasileiro em outlet se esbalda!

8) Não, nós não nos empanturramos de chocolate na Páscoa. Se não fosse pelo contato com os amigos no Brasil, nós nem lembraríamos que a Páscoa passou porque o apelo comercial pela compra de  ovos aqui é quase zero. O mesmo aconteceu no dia das mães... o comércio estava tão frequentado quanto sempre... essa febre consumista não reina aqui.

9) A influência musical aqui é extremamente americana. O que mais se ouve na rádio mais popular é Bruno Marz, Britney, Rihanna, Pink, Lady Gaga, J. Lo e segue essa linha. Legal. Mas só toca isso!!!!!!! Já tratamos de achar uma rádio de rock and roll (lembra da rádio cidade?), que varia o repertório...

10) Cachorros aqui não latem. Com certeza, por consequência de terem donos silenciosos, explicação da psicologia canina. Já os gatos, são imensos, gordos, peludos e sempre os vemos nas janelas das casas. É um maior que o outro, não tem gato assim no Brasil...

Bom, até o momento, essas são as respostas mais solicitadas e as curiosidades que destacamos nesse primeiro mês. Em breve, maiores detalhes sobre a Festa Portuguesa e a Galinhada...

Efeitos do Sol

Quando a temperatura começa a subir por aqui, a vizinhança toda sai de casa para  aparar grama, retirar galhos secos, ajeitar o jardim, lavar o carro, e, aos 19 graus, estão todos de camiseta, felizes da vida com o "calor". Tem até vizinho estreando jacuzi ao nosso lado, com direito a festa...
Claro que nós estamos entrando no ritmo. A piscina (já descongelada) está quase limpa, o jardim já foi podado e o pula-pula da Amanda já está recebendo visitas...
É impressionante como um dia de sol traz tanta alegria aqui. As flores abrem de um dia para o outro e as ciclovias ficam cheias de gente que não só anda de bicicleta, como corre, anda de patins, skate, passeia com cachorro... As ruas ganham mais vida. 
Quando chegamos, estava tudo muito cinza e ainda havia neve pelas ruas. Agora, as árvores estão esverdeando, os gramados já estão revigorados e as sorveterias abriram!

domingo, 8 de maio de 2011

Falei que ía dar merda...

Não foi por falta de aviso que a camisa do Mengão encolheu...

Quando chegamos aqui, nos avisaram que máquinas de secar encolhem algumas roupas do Brasil... não levamos fé, olha no que deu:

terça-feira, 3 de maio de 2011

Balanço do primeiro mês


Nesse primeiro mês, fizemos um reconhecimento local. Conhecemos alguns pontos turísticos sensacionais, já comentados em publicações anteriores. Conhecemos um pouco do ritmo e os costumes desse pessoal do lado de cá.

Resumidamente, podemos afirmar que não é um povo tão frio, como todos falam. Sim, eles são muito reservados, muito introspectivos. Mas também são receptivos (principalmente quando sabem que você é brasileiro) e muito amigáveis (cada um na sua, claro). Talvez possamos achar que eles são frios porque eles não se envolvem em relações sem futuro, como uma conversa fiada na fila, um comentário sobre o tempo no elevador ou um chopinho só pra jogar conversa fora... nem se deixam envolver com desconhecidos facilmente. Eles não respondem perguntas pessoais a qualquer um. Não pergunte se um canadense é casado, se tem filhos ou no que ele trabalha sem achar que ele está desconfiando de você ("Por que ele quer saber isso?", ele pensaria).
Aqui, ninguém toca em ninguém, nem demonstra afeto calorosamente em público. É um jeito de ser diferente, que estamos aprendendo a respeitar, mas podemos afirmar  que todos que passaram pelo nosso caminho até agora foram simpáticos e solícitos. Eles simplesmente são educados e objetivos em suas relações. Amigo é amigo, cliente é cliente, colega é colega, família é família e assim vai...

Uma coisa engraçada é que eles acham que brasileiro fala espanhol. E nosso professor de inglês achou que éramos portugueses porque falamos português. Ou seja, na mente deles, o povo da América do Sul é todo igual (da mesma forma que, para nós, os orientais são todos iguais) ... Não podemos dizer se isso é bom ou ruim, mas sempre alguém tenta gastar um espanhol com o Daniel... Será que ele tem cara de argentino???

Outra coisa que estamos ainda nos adaptando é a quantidade de normas, regras, leis e controles (na maioria das vezes, positivos) que existem aqui. Quem mora no Rio de Janeiro está acostumado com a falta de fiscalização e controle por parte dos órgãos públicos, além da falta de educação do povo, o que resulta numa total falta de cumprimento das normas, certo? Aqui, todos respeitam leis de trânsito, regras de convivência básicas, leis em geral, normas da prefeitura e  a gente se sente controlado o tempo todo. Claro que nenhum sistema é perfeito. Aqui também tem corrupção e problemas políticos. Mas nada comparado ao Brasil. Para quem não está acostumado com essa rigidez, é um choque cultural muito grande e uma lavagem cerebral,  a favor da reeducação, o que pode até soar como falta de liberdade, mas é mesmo uma questão de cultura.

O mais importante é que objetivo principal de nossa vinda está em dia. O inglês está sendo bem desenvolvido e estamos pegando uma carona no francês (inevitável).
Os próximos meses serão de trabalho forte na fluência pra podermos decidir sobre a data de retormo ao Brasil.