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quarta-feira, 13 de abril de 2011
Mais de 1000 acessos
Obrigado a todos os seguidores pelos mais de 1000 acessos ao nosso blog...
Chegamos há 9 dias no Canadá e o blog é hoje o nosso principal canal de comunicação com o Brasil. Esperamos que vocês estejam gostando das publicações.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Atendendo a pedidos... Fotos do caminhão de lixo!
Isso foi hoje, aqui em frente. O motorista pára, pega a lixeira com a "garra", esvazia dentro do caminhão e parte pra próxima casa...
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Não é conto de fadas
Ok, cidade linda, é primeiro mundo, tudo funciona, pessoas educadas, a neve é linda, cachorros que não latem, carros que não buzinam, educação, saúde e segurança para todos os cidadãos... é mundo encantado das maravilhas na Terra? Em algum momento, este blog também serviria para falar de coisas não tão agradáveis quanto passeios nos parques e harmonia familiar...
Pra começar, estamos há exatos 7 dias aqui e ainda não fechamos o bendito curso de inglês, simplesmente porque não é possível se dirigir ao curso, obter informações na hora e decidir se quer se inscrever na hora. No caso de todos os cursos que consultamos, eles nem bem atendem o telefone, sendo necessário deixar recado em uma caixa postal para que eles retornem, de acordo com a disponibilidade deles. Não fosse o bastante, se o futuro aluno quiser conhecer o local, não pode ir lá a qualquer tempo. Ele precisa agendar um horário, que normalmente é 3 ou 4 dias depois da ligação. Caso não o faça, perderá tempo, como em um dos cursos que visitamos, sem agendar.
Talvez por uma questão de organização ou falta de mão de obra, eles funcionem dessa forma, mas para nós, está causando um certo incômodo já que o cronograma está ameaçado... Enfim, essa semana, visitaremos cursos previamente agendados para finalmente decidir em qual começaremos.
Há outras particularidades que, no "mundo das maravilhas", estão bem distantes da nossa realidade terceiromundista. Por exemplo, os shopping fecham às 18h nos dias de semana e às 21h nos fins de semana. Não há centros de lazer (cinema, teatro, games, restaurantes sofisticados, música ao vivo, bares) dentro dos shoppings. Aqui, quando se vai ao shopping, não é pra se divertir, é pra comprar (claro que comprar é divertido também, mas na cultura local, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa). Sair do trabalho às 18h, ir ao shopping jantar e pegar um cineminha? Esquece. Cada coisa tem seu lugar. Mais uma vez, talvez seja a organização e a padronização falando alto, mas nesse quesito, PARABÉNS, BRASIL!
Já as particularidades femininas (e aí é a Lenna que escreve) são as mais diversas:
Manicures não cutilam.
Calcinhas são gigantes.
O frio deixa a pele ressecada, o cabelo duro e o lábio rachado.
Salões de beleza nunca ouviram falar de escova progressiva.
Farmácias não têm balanças.
Para entrar em todas as residências, tem que tirar o sapato. TENTE TIRAR SUA BOTA DE CANO LONGO, BICO FINO, USANDO UMA LINDA CALÇA JEANS JUSTA, SEM PAGAR COFRINHO!!!!!!
Há placas de "arret" em quase todas as esquinas. Isso quer dizer, que você tem que PARAR o carro no cruzamento, MESMO SE NÃO VIER NENHUM OUTRO CARRO NAS DIREÇÕES OPOSTAS. Mas quando há outro carro, a preferência é de quem chegou primeiro. E quem define quem chegou primeiro??? O bom senso não é um padrão...
Claro que estamos vivendo ótimos momentos e postaremos as experiências maravilhosas que ainda viveremos aqui, mas as tranqueiras não passarão em branco, afinal, esse não é o mundo encantado das maravilhas na Terra.
domingo, 10 de abril de 2011
O dia da diversidade
Le Plateau-Mont-Royal, centro de Montreal.
Pense em uma avenida de mão dupla, com prédios antigos, baixos, daqueles de tijolinho, com escadinhas e varandas, tanto em cima quanto em baixo, cercados de árvores, transformados em lojas, cafés, brechós, padarias, pubs... Apesar de muitos carros, nenhuma buzina ou freada brusca, muito silêncio e respeito ao pedestre. Chega até ser perigoso, o pedreste não olha para os lados para atravessar e prefere o lado da calçada onde tem sol. Pense em muitas pessoas circulando nessa avenida.
Agora imagine todas as combinações improváveis de roupas e acessórios que, na sua cabeça, são rídículas ou engraçadas. Le Plateau-Mont-Royal. As pessoas não julgam os estilos com os quais se deparam. Normal lá é ser diferente. Aliás, o que é normal? Parece que, por ali, não existe padrão e as pessoas circulam, tanto a pé quanto de bicicleta pelas ruas, ignorando tentências de moda, julgamentos alheios e sendo quem são (ou simplesmente, quem querem ser).
Encontramos casais de gays, circulando sem olhares preconceituosos, cortes de cabelo tipo "Adamastor Pitaco", chapéu de oncinha, tênis de cano longo, em vernis colorido, pessoas com roupas indianas e pessoas muito comuns também... A harmonia estava na desarmonia de estilos.
O bairro tem a reputação de ser frequentado por pessoas descontraídas e descoladas. Nossa sensação foi estar entre iguais, justamente por sermos diferentes de tudo aquilo ali. Aí a gente entende que "ser aceito" é algo que está muito mais relacionado a nossa atitude do que a atitude do outro. Caminhando ali, nos sentimos muito a vontade. Éramos parte de todo sem ser parte daquilo. De qualquer jeito, ser aceito não faz qualquer diferença ali...
Pra fechar com chave de ouro, parada obrigatória numa padaria originalmente portuguesa para comer bolinhos de nata (parecido com pastelzinho de belém)... hummmm ...
Pena termos esquecido a câmera. Semana que vem, estaremos por lá novamente.
Para encerrar o dia, tivemos um jantar em família, regado a vinhos tinto e branco fabricados artesanalmente e refrigerante "Canadá dry", numa mesa de dez pessoas, em que se falava em português, se perguntava em inglês e se respondia em francês, não necessariamente nessa ordem (quando havia ordem). Até alemão e espanhol se ouvia, vez e outra... O importante é que todo mundo se entendeu (na maior parte do tempo).
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Foto de tudo?
Câmera nova em ação e tudo é motivo pra registro.
A galeria de fotos está cheia de imagens de prédios, ruas e pessoas desconhecidas, que foram feitas para teste da câmera, durante nossa ida a Montreal hoje.
Nós poderíamos filosofar sobre as vidas daquelas pessoas e sobre a arquitetura dos prédios, históricos ou modernos, mas no fundo, foi só um dia de compulsão pelo brinquedinho novo.
Qualquer ar poético, bucólico ou dolente (licença para plágio de expressões), é quase mera coincidência.
Qualquer ar poético, bucólico ou dolente (licença para plágio de expressões), é quase mera coincidência.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Coisas de cá...
Algumas coisas que chamaram nossa atenção, nesses primeiros dias:
1) Dollarama: as famosas casas de 1,99. Mas não é qualquer casa de 1,99. É praticamente uma loja de departamentos, que vende desde calcinha até martelo, por preços absurdamente baratos (pense em tudo por menos de dois dólares), sem perder a qualidade.
2) Biscoito feito de aveia, com recheio de frutas vermelhas: Mas não é qualquer aveia e não é qualquer recheio. UM MANJAR DOS DEUSES! O biscoito consegue ser crocante e macio ao mesmo tempo, não é muito doce e o recheio é meio azedinho, o que quebra a suavidade da aveia...hmmmmm... E ainda faz bem!!!! Não podia passar em branco.
3) Caminhão do lixo: Mas não é qualquer caminhão do lixo. Simplesmente, o motorista é responsável por dirigir AND recolher o lixo das lixeiras, nas ruas. Só que, pra isso, ele nem sai do caminhão porque o recolhimento é feito por uma "garra" gigante, que pega lixeira por lixeira e despeja o lixo dentro do caminhão, através de comandos automatizados. Claro que não tiramos foto do caminhão de lixo, né?
4) Preços de eletrônicos: Um netbook Acer por 190 dólares? Um Iphone 3 por 400 dolares? Uma máquina digital de 14mp com zoom de 25x da Kodak por 199 dólares (adquirido)? Um IPAD de 64gb por 580 dólares (quase adquirido)? Uma televisão de 50 polegadas 3D por 700 dólares? Teclado Yamaha profissional por 180 dólares? Melhor não sair de casa com o cartão de crédito ...
1) Dollarama: as famosas casas de 1,99. Mas não é qualquer casa de 1,99. É praticamente uma loja de departamentos, que vende desde calcinha até martelo, por preços absurdamente baratos (pense em tudo por menos de dois dólares), sem perder a qualidade.
2) Biscoito feito de aveia, com recheio de frutas vermelhas: Mas não é qualquer aveia e não é qualquer recheio. UM MANJAR DOS DEUSES! O biscoito consegue ser crocante e macio ao mesmo tempo, não é muito doce e o recheio é meio azedinho, o que quebra a suavidade da aveia...hmmmmm... E ainda faz bem!!!! Não podia passar em branco.
3) Caminhão do lixo: Mas não é qualquer caminhão do lixo. Simplesmente, o motorista é responsável por dirigir AND recolher o lixo das lixeiras, nas ruas. Só que, pra isso, ele nem sai do caminhão porque o recolhimento é feito por uma "garra" gigante, que pega lixeira por lixeira e despeja o lixo dentro do caminhão, através de comandos automatizados. Claro que não tiramos foto do caminhão de lixo, né?
4) Preços de eletrônicos: Um netbook Acer por 190 dólares? Um Iphone 3 por 400 dolares? Uma máquina digital de 14mp com zoom de 25x da Kodak por 199 dólares (adquirido)? Um IPAD de 64gb por 580 dólares (quase adquirido)? Uma televisão de 50 polegadas 3D por 700 dólares? Teclado Yamaha profissional por 180 dólares? Melhor não sair de casa com o cartão de crédito ...
terça-feira, 5 de abril de 2011
Primeiras impressões
A jornada de 18 horas para chegarmos aqui foi muito cansativa. As conexões foram rápidas, mas passar nove horas tentando dormir numa poltrona similar à dos vôos domésticos não foi nada confortável.
Fomos recepcionados por neve, tímida, mas estava lá. O inverno foi embora e as ruas começam a mostrar sua cara, muita neve derretendo pelas esquinas, muito cinza, e muitos pinheiros secos, aguardando o momento de esverdear. Trânsito muito ordenado, asfalto realmente liso e casas de boneca pelo caminho, todas com chaminés e jardins congelados, quase nenhum prédio.
Já observamos que os produtos consumidos pelos canadenses são sempre vendidos em grandes quantidades. Pacotes gigantes de cereais, tubos de pasta dental enormes, rolos de papel higiênico em embalagens com 36 unidades, garrafas de amaciantes de 5 litros e daí pra cima... com isso, os preços são bem em conta, diferente do Brasil, onde os produtos diminuem de tamanho/quantidade, mas o preço não acompanha a proporção.
Estamos bem acomodados e o calor da família ameniza o clima insípido de Terrebonne, que aos poucos, se transforma para receber o colorido da primavera.
Despedida
Não foi difícil, mas também não foi fácil. Nos deparamos com as mais diversas formas de manifestação. Desde as calorosas, regadas a lágrimas até as muito animadas e encorajadoras, passando pelas ligações, cartas, torpedos, recados virtuais, sem contar as atrasadas no aeroporto, com direito a cena de corrida em câmera lenta pelos corredores do Galeão, batendo fotos às pressas, seguidas de vários abraços, recomendações e incentivos diversos, e o último cafezinho antes do embarque, incluindo fotos com o super-man.
A lição até agora, é que os relacionamentos compõem alicerces fundamentais para uma vida feliz. E quando são sinceramente sólidos, permanecem, não importa a distância, nem o tempo.
A lição até agora, é que os relacionamentos compõem alicerces fundamentais para uma vida feliz. E quando são sinceramente sólidos, permanecem, não importa a distância, nem o tempo.
sábado, 2 de abril de 2011
É mala ou é bazar?
Recomendamos a todos que façam todo ano uma mala, abastecida para 6 meses. Viajando ou não. O que não couber, DOEM.
Fizemos a alegria de muita gente, doando bugingangas sem uso, roupas e sapatos em ótimo estado, que não eram usados há muito tempo (e não seriam usados tão cedo) esvaziando o guarda-roupa, deixando um clima de organização e limpeza.
As regras de bagagem para viagens internacionais incentivaram ainda mais no desapego das quinquilharias. Felizes os amigos que vestem/calçam nossos números e o pessoal da família e da igreja da Maria José (nossa diarista)
Com certeza, ao retornarmos, faremos tudo de novo, mas provavelmente, voltaremos com uma(s) mala(s) a mais...
sexta-feira, 1 de abril de 2011
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