As surpresas da vida numa cidade tranquila e cercada de natureza... literalmente!
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terça-feira, 24 de outubro de 2017
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Um pouco da rotina na neve
Cansativo e muita gente reclama...
No auge do inverno, a gente meio que acostumou.
Um pouquinho da rotina para quem estava pedindo videos!
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Onde ir em caso de conjuntivite: ótica!
Ok, pega um colírio
que usou da outra vez e aplica. No dia seguinte... alergia ao colírio... afff...
Pois bem, já era de nosso conhecimento o fato de que as
especialidades clínicas aqui no Canadá não funcionam como no Brasil. Se você amanhece
com conjuntivite no Brasil, pede indicação de um Oftalmologista “prazamiga”,
que aceite seu plano (caso você tenha o privilégio de ter um) e agenda uma
consulta ou... procura o atendimento 24h mais próximo. Aqui no Quebec, não.
Mesmo que você saiba que precisa ser atendido por um especialista, antes deve passar
pelo conhecido “médico de família”, que corresponde ao nosso clínico geral. O médico
de família vai avaliar e, se necessário (ou seja, se ele mesmo não puder
resolver), ele emite uma indicação para o especialista.
Mesmo nos casos mais óbvios que a gente recorre direto ao Ginecologista,
por exemplo... aqui não, amor! Primeiro vai mostrar a pepeca para o médico de família,
se ele achar que deve, você mostra para o ginecologista também!
Resolvi ir numa clínica especializada em
oftalmologia para me
informar. Chegando lá, a recepcionista logo perguntou se eu tinha a indicação
do médico e, como eu não tinha, ela me encaminhou a um Optometrista, especialidade que eu
desconhecia e não entendi bem de quem se tratava, já que não era o médico de família nem o
oftalmologista. Mas para minha maior
surpresa, o local de atendimento era em uma ótica. Então fiquei sabendo que,
dentro da maioria das óticas, há o responsável por medir o grau das pessoas
que vão comprar óculos, e ele também presta atendimento nos casos de conjuntivite,
sem necessidade de encaminhamento a um oftalmo (se o caso estiver dentro da área de abrangência da optometria).
Quanto aos valores, como ainda não tinha meu seguro válido,
paguei pela consulta e pelo exame de pressão, que foi feito na hora, custando
tudo CAN$ 90,00.
Para comprar os colírios, ambos antibióticos,
uma pequena burocracia. No Brasil, você apresenta a receita, pega o remédio,
paga e vai embora. Aqui, o farmacêutico normalmente quer conversar e repassar
as instruções que você já recebeu do médico. Além disso, grande parte dos remédios
é preparada na hora, então senta e espera. Para fechar, tudo que você compra,
fica registrado num dossiê, que pode ser acessado em qualquer farmácia da rede
(ainda não sei a abrangência desse dossiê – se é também acessível aos médicos e
outras redes de farmácia – mas honestamente, não tive curiosidade de pesquisar).
10 dias depois, olhos curados e
vida que segue!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Resiliência
O corpo se adapta. Esse é o resumo
desses dois meses e meio e seria a resposta mais completa para o que todos nos
perguntam: como estão se adaptando ao
frio? Sempre a primeira pergunta de
qualquer conversa com quem está no Brasil: tá
muito frio aí?
Quando saímos do Rio, a temperatura
girava em torno de 35 graus e aqui já estava em torno de -3. Ainda não tinha
nevado e o frio que se sente nessa transição brusca é de doer o osso. Nossa
tentativa frustrada de mudança durante o verão Canadense seria a melhor maneira de
adaptação ao clima e no fim deste post, ficará claro o porquê. Devido a
circunstancias do processo de imigração, em conjunto com nossas condições
profissionais e financeiras, nossa viagem de mudança coincidiu com o início do
inverno Canadense, quando as temperaturas são bem agressivas para quem mora no
Brasil, especialmente no Rio.
O nariz sangra, a alergia ataca, a
pele resseca, o cabelo cai, a unha quebra, o lábio racha... Como já sabíamos de
tudo isso, nossa farmacinha estava bem municiada de soro, antialérgico,
hidratante de pele e cabelo, tratamento de manicure, e muita, mas muita
manteiga de cacau... a mudança brusca de temperatura ainda vem acompanhada da
diferença de umidade do ar. Como os ambientes fechados são todos climatizados,
aquecidos, o ar fica muito seco, com isso, os umidificadores de ambiente também
foram agregados a todas as quinquilharias de adaptação.
Começa a nevar. Eh! Vai ter natal
com boneco de neveeee!!! Realmente, natal com neve é delícia. Lareira, pinheiros
naturais, casas iluminadas, uma fofura só. Mas a neve vem acompanhada de alguns
brindes e quem não tem ideia do dia a dia de quem vive na cidade nevada pode se
decepcionar muito com o clima (não é nosso caso).
Antes de qualquer coisa, a roupa e
o sapato. Para isso, existem os Outlets! Estes merecem um post exclusivo mais a
frente, e foi lá que montamos nosso enxoval de inverno assim que chegamos. Se a
roupa está adequada ao clima, pode estar fazendo -20 que você vai lidar bem.
Outra coisa que acompanha a neve é o risco de acidentes, desde quedas e tombos
simples a engavetamentos de veículos nas estradas, principalmente quando chove
e faz frio na sequencia, pois a rua vira uma pista de patinação, no sentido
mais literal da expressão. No caso, estamos substituindo o velho risco de
assaltos no Rio pelo risco de trombar no veículo canadense alheio ou cair de
bunda no gelo. Fair enouth.
Há outros inconvenientes da neve,
tanto para quem vai caminhar, quanto para quem vai dirigir. Caminhar exige atenção
e dirigir exige também um pouco mais de tempo para tirar a neve que acumula
sobre o carro. Rotina cansativa para quem não tem garagem coberta e também pode
decepcionar os desavisados.
A rotina da cidade não muda, tudo funciona normalmente, o transito fica um pouco mais lento, os centros subterraneos ficam mais movimentados e tirar a bota para entrar na sala de espera do dentista é comum. O lado bom dessa nevarada toda são
as brincadeiras e os esportes. As crianças não sentem frio. Vários pontos do
bairro se transformam e tobogãs gelados que lotam nos fins de semana de
crianças empacotadas nos trajes de neve e brincam como se estivessem na areia do
baixo bebê da praia do Leblon, além das pistas abertas e muito bem estruturadas
para patins e as estações de esqui. Outro tema que deve render um post
separado...
Depois de encaramos -21 com
sensação de -26, o corpo passa a entender que -5 é agradável. Isso me
impressionou de verdade porque quando me falavam, eu não entendia, mas a
natureza é muito incrível. Nunca imaginei que sairia na rua com 1 grau de temperatura
e pensaria: hoje tá bom pra uma
corridinha... O processo de adaptação é natural quando passamos por
temperaturas extremamente baixas e retornamos ao clima mais ameno. O inverso também
procede. Por isso, chegar durante o verão é uma opção melhor para a adaptação à
queda gradativa de temperatura.Aproveitemos!
Au revoir!
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Agora é pra ficar!
Voltamos e agora é de vez.
Muitos relatos para postar! Desde
os motivos que nos levaram a reconsiderar a vida no Canadá, o processo de imigração,
a viagem, até a adaptação de todos, agora com filho pequeno, cachorro e sogra!
Chegamos há dois meses e meio e ainda não conseguimos
retomar as postagens, pois havia muito o que organizar, mas estamos com mais
tempo para movimentar o blog de novo e dividir nossas experiências por aqui.
O próximo post será sobre a adaptação ao clima, já que
chegamos no inverno e todos perguntam sobre isso o tempo todo.
Au revoir!
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
sexta-feira, 20 de junho de 2014
École Québec - Curso de francês
Se você pensa em imigrar para o Québec, recomendo procurar
um curso de francês que também possa te orientar sobre a cultura local e as exigências
do processo. Através de um amigo conheci a École Québec, vale a pena
dar uma conferida no que eles podem oferecer.
http://www.ecolequebec.com.br/
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Depois de 6 meses
Estamos de volta e há uma grande sensação de fase nova se iniciando e grandes realizações pela frente.
Ficar longe de tudo por um tempo é muito bom para aprendermos a valorizar tudo que temos, todos que estão a nossa volta, e acima de tudo, aquilo que somos. Parece que acabamos de virar o ano, e hoje é dia primeiro de janeiro, quando as pessoas todas querem se encontrar, desejar lindos votos, fazer planos, sabe?
Os novos planos profissionais são os principais frutos dessa passagem pelo Canadá, que abriu portas para novas possibilidades a serem exploradas.
Vamos sentir muita falta das pessoas maravilhosas que conhecemos, dos passeios, das descobertas e de tudo que (infelizmente) é bem melhor por lá, como segurança, educação, trânsito organizado... Mas de que adianta ter tudo isso se as pessoas responsáveis por trazer mais alegria às nossas vidas não estiverem lá pra compartilhar?
O calor do brasileiro não se explica. Sabemos de todas as deficiências de nosso país e somos muito gratos pelo período que pudemos passar no Canadá, mas as belezas que conhecemos não são como as belezas de cá.
É simplesmente um privilégio poder estar de volta.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Um pulinho em Ottawa
Conhecemos a capital do Canadá. Ottawa, assim como Old Quebéc, é repleta de museus e belas paisagens.
Visitamos o Museu de Belas Artes, que reúne lindos quadros e esculturas antigas, assim como peças de arte contemporânea, com as quais não nos identificamos muito, mas para quem gosta de ficar "viajando" no significado de toda aquela parafernalha, é um prato cheio.
Conhecemos também o Museu Canadense da Civilização, que mostra a evolução humana, desde os tempos da pré-história até as grandes personalidades que fizeram parte da história do Canadá. Esse, nós gostamos mais porque as diversas galerias simulam o clima de cada era e algumas áreas são interativas. Pode-se gastar três dias para desbravar todas as exposições desse museu, mas nossa passagem foi rápida e conhecemos tudo em uma tarde. Além disso, ao lado do Museu, há um belo mirante, de onde pode-se contemplar o prédio do Parlamento, que é um castelo antigo e muito majestoso.
O centro da cidade é muito florido e organizado, assim como todas as cidades que visitamos por aqui. Perto de onde ficamos, ainda há muitos museus como o de Fotografia, Museu da Guerra, da Tecnologia e da Aviação. Museu não é mesmo a nossa praia, mas fica a dica para quem gosta.
Próximo ao Parlamento, fica o Rideau Canal, por onde os barcos atravessam de um nível para outro do rio e que, no inverno, vira uma pista de patinação gigante.
Nos surpreendemos com o quarto do hotel, é maior que nosso apartamento no Rio!
Simplesmente enorme, com dois banheiros, sala com dois ambientes, cozinha totalmente equipada, TV no quarto e na sala, varanda e tudo isso pela bagatela de $100,00, o mais barato que encontramos, e muito bem recomendado, não só pela estrutura, mas também por ser muito bem localizado.
O nome desse hotel é Albert at Bay e super recomendamos a qualquer um que esteja planejando passar algum tempo em Ottawa.
O nome desse hotel é Albert at Bay e super recomendamos a qualquer um que esteja planejando passar algum tempo em Ottawa.
Pra fechar com chave de ouro, conhecemos o Cassino, que não é muito grande, mas dá pra fazer uma gracinha na roleta. Que saudade de Vegas...
Esse foi nosso útltimo passeio dessa temporada de Canadá e mais um para nossas felizes recordações.
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