A jornada de 18 horas para chegarmos aqui foi muito cansativa. As conexões foram rápidas, mas passar nove horas tentando dormir numa poltrona similar à dos vôos domésticos não foi nada confortável.
Fomos recepcionados por neve, tímida, mas estava lá. O inverno foi embora e as ruas começam a mostrar sua cara, muita neve derretendo pelas esquinas, muito cinza, e muitos pinheiros secos, aguardando o momento de esverdear. Trânsito muito ordenado, asfalto realmente liso e casas de boneca pelo caminho, todas com chaminés e jardins congelados, quase nenhum prédio.
Já observamos que os produtos consumidos pelos canadenses são sempre vendidos em grandes quantidades. Pacotes gigantes de cereais, tubos de pasta dental enormes, rolos de papel higiênico em embalagens com 36 unidades, garrafas de amaciantes de 5 litros e daí pra cima... com isso, os preços são bem em conta, diferente do Brasil, onde os produtos diminuem de tamanho/quantidade, mas o preço não acompanha a proporção.
Estamos bem acomodados e o calor da família ameniza o clima insípido de Terrebonne, que aos poucos, se transforma para receber o colorido da primavera.





